Liderança. Ideal. Empreendedorismo. Responsabilidade social. Sustentabilidade.
Desenvolvimento de comunidades. Paz mundial.
São essas as primeiras palavras que vem à cabeça de Hiara, 21, estudante de Administração, quando pensa na sua fase como membro da AIESEC Manaus. Hiara ingressou na AIESEC em 2011 e desde lá já desfrutou de várias oportunidades de desenvolvimento dentro da organização. Em fevereiro deste ano , ela teve que mudar de cidade e deixou a AIESEC, porém com planos de levar a organização pra o Rio Grande do Norte, cidade onde vai residir.
Conversamos um pouco com a Hiara no intuito de compartilhar a experiência que ela aqui viveu.
O que lhe chamou mais atenção na AIESEC antes de ingressar na organização?
Antes de fazer o processo seletivo da AIESEC sabia que ela era uma organização universitária que promovia intercâmbios sociais e profissionais.
Pode-se contar nos dedos os jovens que existem por aí que param suas vidas confortáveis para se preocupar e sonham em alcançar o grau de excelência em todos esses assuntos, principalmente em um mundo moderno que banaliza qualquer tipo de mudança e tudo que já foi tradicional como o amor, a educação, a gentileza e a intelectualidade.
Hoje posso dizer com firmeza que conheço, no mínimo, 80 jovens que se preocupam com isso em Manaus. Talentos emergidos em uma rede de contatos maior ainda no Brasil e no mundo, a nossa AIESEC. Sei também que eles não apenas se preocupam como fazem algo a respeito. Sei dizer exatamente o que fazem, como fazem, quanto ganham financeiramente por isso, porque continuam fazendo, o que acende a chama em todos e não a deixa apagar. A AIESEC funciona sem lucros em reais ou dólares, mas em emoções, capacidades, crescimento pessoal e profissional.

Discovery Day da AIESEC Manaus 2011/2
Quais foram os seus passos dentro da AIESEC? Como você trabalhou seu voluntariado?

Rafael Moreira, presidente da AIESEC Manaus (à esquerda) e o Time de Comunicação e Marketing 2012
Fui alocada no time de Comunicação & Marketing depois de analisarem o meu perfil e por lá fiquei até hoje. Simultaneamente conheci outros desafios em outros times, aprendendo que antes de ser uma organização social, a AIESEC é uma plataforma de desenvolvimento.
Consegui impactar meu escritório local, AIESEC em Manaus, primeiramente em Comunicação, depois apresentando a organização para membros novos que, como eu, entraram sem a real noção do que iriam fazer parte, da incrível experiência de vida que teriam e de quantos exemplos de jovens iriam conviver a partir de então. Fui responsável pela logística de um evento que não poderia ter um melhor nome: Discovery Days. A partir dali, tenho certeza de que muita gente se tornou outra pessoa e enxergou bem mais que as quatro pontas de seus computadores pessoais e passaram a se dar conta de tantas pessoas a quem podem impactar ensinando línguas, questões globais, culturas e tolerâncias, enfim, princípios.
Participei do time de Sustentabilidade (carinhosamente chamado Ecolíbrio), mapeando processos dos intercâmbios sociais para estudantes, proposto por nosso parceiro nacional, era o II Desafio Charles Goodyear de Sustentabilidade e Inovação, para tornar os nossos meios financeiramente sustentáveis, socialmente possíveis e ambientalmente responsáveis, resumindo tudo em um vídeo com nossas propostas, além de um workshop e uma paralisação no Amazonas Shopping:

Comitê Organizador do Discovery Days 2011/s e companheiros.
http://www.youtube.com/watch?v=wwIUA5eS0Sc&feature=youtu.be

Time do Handover 2011
Minha terceira experiência foi uma grande oportunidade que dificilmente teria em outro lugar com a minha idade. Organizei um evento para 150 pessoas em 1 mês com 3 pessoas, o Handover, vivendo uma experiência de liderança por mim mesma, com a ajuda do meus 3 membros.
Os ganhos pessoais e profissionais para mim transcendem toda a carga de responsabilidade e expectativas, desde a aprender a encaixar pessoas diferentes para que se crie uma equipe até como elaborar um planejamento estratégico para se atingir metas propostas.
Dali a um mês estava eu liderando minha segunda equipe, com mais três pessoas diferentes para trabalhos ainda mais específicos e ganhos pessoais tão enriquecedores que me encheram de orgulho.
Qual o diferencial do intercambio apresentada pela AIESEC?
Não levamos ou trazemos intercambistas para passear, enviamos e recebemos jovens para doar conhecimento e adquirir habilidades em outros países, práticas culturais e agregar na sua terra natal. Jovens que se importam com o mundo em que vivem, com as gerações futuras, com as oportunidades perdidas por comunidades que aparentemente não sabem falar por si mesmas, mas só precisam que alguém mostre que elas têm voz. E é assim que a AIESEC cresce e impacta 111 países e bilhões de pessoas.
Qual o impacto que você acredita ter causado em Manaus?
Foi maravilhoso, ao longo desse tempo, me deparar com presidentes de ONGS agradecendo pela nossa ajuda, reconhecendo o impacto que os trainees causaram em suas vidas, empresas sendo contatadas ouvindo nossas propostas, senhores e senhoras que nos elogiaram por estarmos reunidos em um domingo de manhã debatendo liderança e responsabilidade jovens, pais percebendo a mudanças em seus filhos e se tornando participativos também e pessoas comuns, amigos inclusive, se transformando em exemplos.

Felipe, Will e Jonas. Membros de sua última coordenadoria na AIESEC Manaus.
Quais as lições que você teve com essa vivência e o que você espera carregar com você?
A vida nos desenvolve muito, é a nossa maior mestra. No entanto, raros são os momentos que reparamos sobre as consequências das escolhas e qual o enriquecimento que cada desafio superado está nos proporcionando. A AIESEC nos mostra isso e está aqui para todos. Depois dela, tenho esse exercício internalizado em mim e carrego para a vida! Sou mais empoderada de mim mesma, confiante e, até mesmo, mais livre, com a certeza de que realmente estou fazendo a minha parte: ser uma pessoa melhor, ajudar pessoas, fazer com que sejam melhores.
E por último, mas não por ‘fim’, hoje me despeço da organização em Manaus, com planos de levá-la comigo para a cidade que vou me mudar, continuando uma tradição de mais de 60 anos no mundo, 40 no Brasil e 1 ano em minha vida. Vai ser uma história que contarei aos meus filhos e farei com que a vivam intensamente, como eu vivi, curtindo a participação na melhor experiência que tive até hoje. E está só começando!
Isso é AIESEC!